Como podiam os filhos de Adão e Eva se casar, irmão com irmã? Até quando Deus permitiu que houvesse casamento entre parentes?

Primeiramente tenhamos em mente que Adão e Eva tiveram vários filhos e filhas. Gênesis 5:4. E então vamos definir o que é incesto: segundo o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, incesto é a união sexual ilícita entre parentes consangüíneos, afins ou adotivos.
I – Então porque Deus permitiu que os filhos de Adão e Eva se casassem e tivessem filhos? Ora, o motivo é obvio, não havia outra maneira, eram os únicos habitantes deste planeta, Deus permitiu que assim fosse feito para expandir a raça humana por toda a terra.


Há um outro detalhe interessante, que o médico Dr. Elias Morsh nos colocou, o casal Adão e Eva, com a sua origem perfeita, possuíam seus gens e cromossomos saudáveis, o que permitia que sua descendência tivesse filhos sem problemas. Porém, com o passar do tempo, o pecado trouxe a poluição, radioatividade, doenças, etc, que afetaram a espécie humana, degenerando não somente o exterior mas também ocasionando implicações cautelosas nas combinações genéticas, que se forem ignoradas descuidadosamente, podem ocasionar sérios problemas aos descendentes. Portanto, dois motivos são claros do porque os filhos de Adão e Eva podiam casar-se entre eles e ter filhos:

1 – Tinham a aprovação de Deus;

2 – Tinham as leis da saúde a seu favor, pois eram oriundos de Pais perfeitos.

II – No entanto, com a degeneração da raça humana, e a presença do pecado, problemas e distorções foram surgindo. Logo no capítulo 6 de Gênesis, bem no início ainda, já vieram os problemas dos antediluvianos, que como é dito no Novo Testamento, casavam e davam-se em casamentos. Sugere este texto, que estava havendo uma distorção do plano de Deus entre os antediluvianos. Distorção moral esta, comprovada também em Sodoma, onde conhecemos a história dos anjos que foram pedir para Ló sair da cidade, e os habitantes queriam “abusar” deles. Gênesis capítulo 18.

III – Um fato claro: a Bíblia revela que é o caso das filhas de Ló, que embebedaram seu pai, para que se conservasse a descendência da família. Está relatado isto em Gênesis 19:31 a 38. O fato de elas precisarem embebedar o pai, mostra que tal atitude não era aceita pelos padrões da época. Ou seja, era permitido a união entre irmãos, mas não de filhos com os pais. Tão lógico que a atitude delas estava errada, que os seus filhos Bem-Ami e Moabe, foram as pessoas que deram origem aos amonitas e moabitas, que analisando a sua história, estes povos foram empecilhos e serviram de incômodo, por muitas vezes, ao povo de Deus, o povo de Israel.

IV – Talvez o ouvinte já tenha feito a seguinte pergunta:
Até quando Deus tolerou que houvesse casamento entre parentes?
A resposta é encontrada na Bíblia, no livro de Levíticos capítulo 18, algumas Bíblias trazem até o substituto de “Casamentos Ilícitos.” Foi quando Deus deu a Moisés uma série de leis: a lei moral, lei da saúde, leis éticas, etc. para que o povo de Israel fosse diferente, não por

ser diferente, mas por se destacar com princípios elevados de saúde e de vida. É interessante notar que, neste capítulo, onde Moisés registra as orientações de Deus sobre os casamentos ilícitos, o capítulo 18 de Levíticos começa assim:
“Fala aos filhos de Israel e dize-lhes, Eu Sou o Senhor vosso Deus, não fareis segundo as obras da terra do Egito em que habitastes, nem fareis segundo as obras da terra de Canaã para qual eu vos levo, nem andareis segundo o seu estatuto. Os meus preceitos observareis, e os meus estatutos guardareis, para andares neles. Eu Sou o Senhor. Guardareis pois os meus estatutos e as minhas ordenanças, pelas quais o homem observando-as, viverá. Eu sou o Senhor. Nenhum se chegará aquela que lhe é próxima por sangue, para descobrir a sua nudez…” Aí o texto continua descrevendo, “Não descobrirás a nudez de teus pais, irmãos, tios, noras, etc…”
Ou seja, no tempo de Moisés, quando já haviam diversos povos e nações na terra, não se fazia necessário que irmão casasse com irmã, pois haviam outras opções entre as muitas famílias que existiam no mundo, por isto, Deus colocou uma proibição de união sexual entre parentes da mesma família.
Aqui está, portanto, a linha demarcatória clara, de quando Deus proibiu tal união entre parentes.
V – Um exemplo que isto vigorou de maneira enfática, é o caso de incesto entre os filhos de Davi, Amom e Tamar, registrado em II Samuel 13:1-13, onde o irmão fingiu estar doente e pediu para a irmã atendê-lo, quando então cometeu o incesto. O sentimento de tristeza veio para Davi e sua família, até que depois de dois anos, os servos por ordem de Absalão, assassinaram a Amom, por ter forçado a sua irmã. Um clima tenso e pesado se gerou naquele contexto familiar, por um princípio divino que não foi seguido, e que pela desobediência gerou outros problemas: como o monicídio que o texto revela. Ficou claro que, já neste contexto, o incesto não era algo aprovado por Deus.
VI – Estudos e pesquisas vem sendo feitos na atualidade para se verificar os riscos do incesto. As pesquisas e os seus resultados, estão deixando os médicos cada vez mais conscientes de que o casamento feito entre parentes, quanto mais próximo for o parente, maior é o risco de aparecerem inúmeras doenças e problemas. Um filho traz uma carga genética da mãe e do pai, e a vantagem de serem de outras famílias, é que tem outro contexto, outra disposição genética e de cromossomos que, se um é recessivo, o outro é dominante e pode evitar que doenças surjam pela superioridade do outro. Pode ser meio complicado explicar, pois não sou um médico, mas o fato é: a medicina contemporânea confirma o princípio Bíblico que casamento entre parentes não é saudável para os filhos.

CONCLUSÃO:

1 – O princípio do casamento não foi alterado. O homem de vê abandonar seu pai e mãe, deixar sua casa e unir-se a sua mulher;
2 – Deus criou uma Eva para um Adão. A monogamia sempre foi plano de Deus;
3 – A união de irmão com irmã teve seu momento; mas, logo que a Terra teve diversas famílias e povos, perdeu-se a aprovação Divina para tal comportamento;
4 – E assim como os filhos de Adão e Eva vieram de um casal perfeito, com boa saúde, que dava condições de os seus descendentes terem filhos, devemos lembrar que hoje, nós não temos as mesmas condições de Adão e Eva, pois a degeneração da espécie humana é crescente, antes os antediluvianos viviam em média 900 anos e hoje a expectativa não chega            a 10% disto. A medicina comprova este fato.
Talvez o amigo, ou a amiga ouvinte, já tenha tido conhecimento de pessoas que nasceram resultantes de incesto, e tiveram ou tem problemas, o que confirma a veracidade Bíblica e as ordens de saúde.
Portanto, amigo ouvinte da Novo Tempo, temos dois motivos que são mais que suficientes para não aprovarmos o casamento entre parentes próximos:
Primeiro, o princípio divino expresso na Bíblia em Levíticos capítulo 18, que o texto apresenta claramente: “não deve ser descoberta a nudez de irmãos, pais, tios, noras, etc.” Só este motivo já seria suficiente, pois é Deus pela Santa Bíblia quem está nos orientando.
Segundo, a confirmação científica, nos comprovando que esta união ilícita, ou seja, o incesto, pode causar até má formação genética. Mais uma vez está provado que vale a pena seguir as orientações de Deus prescritas na Santa Bíblia.

Fonte: Advir

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