Como a Superfície da Terra foi Alterada pelo Dilúvio

Declarações de 1864

O Início do Grande Dilúvio — Mas, ao oitavo dia o céu escureceu. O ribombo do trovão e o vívido resplendor dos relâmpagos começaram a terrificar os homens e animais. A chuva caía das nuvens sobre eles. Isto era algo que nunca tinham visto, e seu coração desmaiava de  temor. Os animais estavam vagueando de um lado para outro no mais desenfreado terror, e seus gritos discordantes pareciam lamentar seu próprio destino e a sorte dos homens. A violência da tempestade aumentou até que a água parecia cair do céu como poderosas cataratas. As margens dos rios se rompiam, e as águas inundavam os vales. Os fundamentos do grande abismo também se partiram. Jatos de água irrompiam da Terra com força indescritível, arremessando pedras maciças a muitos metros para o ar, que ao caírem, sepultavam-se profundamente no solo. 3 SG, págs. 68-69 (1SP, págs. 72-73), HR, pág. 67.

O povo viu a princípio a destruição das obras de suas mãos. Seus esplêndidos edifícios e os belos jardins e bosques em que haviam colocado seus ídolos. Tudo era destruído pelos raios do céu, e as ruínas se espalhavam extensamente.

A violência da tempestade aumentava, e os lamentos das pessoas que haviam desprezado a autoridade de Deus misturavam-se em desespero. Árvores, edifícios, pedras e terra eram espalhados por todos os lados. O terror do homem e dos animais era indescritível e até mesmo o próprio Satanás, que fora obrigado a permanecer no meio dos elementos em fúria, temeu pela sua existência …

Os animais, expostos à tempestade, lançavam-se sobre o homem, escolhendo estar com os humanos, como que a esperar deles auxílio. Alguns dentre o povo amarraram seus filhos e a si mesmos em cima de animais poderosos, sabendo que estes tinham grande apego à vida, e subiriam aos pontos mais altos para escaparem das águas que se elevavam. A tormenta não diminuía a sua fúria — as águas avolumavam-se mais e mais rápido do que no início. Alguns ataram-se a árvores altas, mas as árvores foram desarraigadas e jogadas com violência pelos ares, como que arremessadas com fúria entre pedras e terra nas águas agitadas que quase já alcançavam os pontos mais altos da Terra. As montanhas mais altas foram alcançadas e homens e animais igualmente pereceram nas águas do dilúvio.

A Terra no Término do Dilúvio — Toda a superfície terrestre ficou transformada com o dilúvio. Uma terceira maldição terrível repousava sobre ela agora em consequência da transgressão do homem. As belas árvores e arbustos carregados de flor foram destruídos, mas Noé preservou sementes e as levou consigo para a arca. Deus, com Seu poder miraculoso, manteve vivas algumas espécies dos diferentes tipos de árvores e arbustos para a posteridade. Logo após o dilúvio, as árvores e plantas pareciam brotar das muitas rochas. Pela providência divina, as sementes foram espalhadas, introduzindo-se nas fendas das rochas e lá em segurança, esconderam-se para o benefício futuro da humanidade.

As águas haviam subido quinze côvados acima das mais altas montanhas. O Senhor lembrou-se de Noé e assim que as águas diminuíram, Ele pôs a arca a salvo no topo de uma cadeia de montanhas, as quais Deus, em Seu poder, havia preservado e mantido estáveis através da violenta tempestade. Estas montanhas tinham pouca distância entre si e a arca girou e permaneceu sobre uma delas, e depois sobre outra; e não mais foi impelida para o oceano sem limites, o que causou grande alivio a Noé e a todos na arca. Quando as montanhas e colinas começaram a aparecer estavam despedaçadas e irregulares e tudo ao redor parecia um mar ameaçador e lamacento.

O Soterramento de Animais e Plantas após o Dilúvio — Na época do dilúvio, pessoas e animais juntaram-se nos pontos mais altos da Terra e quando as águas baixaram, cadáveres permaneceram sobre as altas montanhas, colinas e planícies. Sobre a superfície terrestre havia corpos de homens e animais, mas Deus não deixaria que estes permanecessem sobre a face da Terra decompondo-se e poluindo a atmosfera; fez, portanto, da Terra um vasto cemitério. Um vento violento que fez soprar com o fim de enxugar as águas, removeu-os com grande força, levando mesmo em alguns casos os cumes das montanhas, e amontoando árvores, pedras e terra em cima dos corpos dos mortos. Estas montanhas e colinas aumentaram em tamanho e tornaram-se mais irregulares na forma pelo agrupamento de pedras, cordilheiras, árvores e pela terra que se acumulara sobre e ao redor delas. A madeira e as pedras preciosas, a prata e o ouro que tinham enriquecido e embelezado o mundo antes do dilúvio e que os habitantes tinham idolatrado, afundaram sob a superfície terrestre. As águas que tinham eclodido com força indescritível moveram terra e rochas e as empilharam sobre os tesouros da Terra, que foram escondidos da vista e alcance dos homens, e nalguns casos formando mesmo montanhas sobre eles …

As magníficas montanhas de formas regulares haviam desaparecido. Pedras, cordilheiras e rochas pedregosas, que no passado estavam fora da vista humana, apareceram sobre alguns pontos da Terra. Onde outrora havia montanhas e colinas, nenhum vestígio delas se via. E onde havia belas planícies cobertas com verdor e plantas formosas, colinas e montanhas foram formadas de pedras, árvores e terra sobre os corpos de homens e animais. A superfície toda da Terra apresentava uma aparência de desordem e algumas partes ficaram mais desfiguradas do que outras. Onde estiveram os mais ricos tesouros da Terra, em ouro, prata e pedras preciosas, viam-se os mais acentuados indícios da maldição. E sobre os territórios que não eram habitados, e aqueles em que houvera o menor número de crimes, a maldição repousou mais brandamente.

Antes do dilúvio havia imensas florestas. As árvores eram muitas vezes maiores que qualquer árvore que vemos hoje e eram de grande durabilidade e não experimentariam a decadência por muitos anos. Naquela época, essas florestas foram despedaçadas ou danificadas e enterradas na terra. Em alguns lugares, grandes quantidades dessas imensas árvores foram arremessadas juntas e cobertas com pedras e terra pela violência do dilúvio. Estas foram, depois, transformadas em carvão, for mando as extensas camadas carboníferas que hoje existem, e também fornecendo grande quantidade de óleo. 3 SG, págs. 76-79 (1SP, págs. 79-82).

A Arca por Si Mesma Não Teria Subsistido à Violência do Dilúvio — A arca foi feita de cipreste, madeira que não experimentaria a decadência por centenas de anos. Foi uma construção de grande durabilidade que sabedoria humana alguma poderia imitar. Deus foi o arquiteto e Noé, o seu construtor. Depois que Noé tinha usado toda a sua força para fazer cada parte da obra de forma correta, era impossível que a arca pudesse por si mesma resistir a violência da tempestade que Deus em sua ira traria sobre a Terra. A obra de acabamento da construção foi um processo lento e cada pedaço de madeira foi ajustado com atenção e cada fresta coberta com piche. Tudo que o homem podia fazer se fez para tornar o trabalho perfeito e depois de tudo, unicamente Deus, através de Seu miraculoso poder, poderia proteger a construção das violentas e pesadas ondas. 3SG, pág. 66.

As Reações dos Animais na Arca contra a Fúria do Dilúvio — A arca foi violentamente sacudida e golpeada. Os animais dentro dela expressavam seu terror selvagem através de vários ruídos, e em meio a toda luta, agitação das águas e os arremessos de árvores e rochas, a arca seguiu em segurança. Os anjos, que excedem em força, guiaram a arca e preservaram-na de ser danificada. Cada momento, durante a assustadora tempestade de quarenta dias e quarenta noites, a proteção da arca foi um milagre da força todo-poderosa. 3 SG, pág. 71.

Declarações de 1890

O Início do Grande Dilúvio — Após o oitavo dia, nuvens escuras cobriram os céus. Então, se seguiram os estrondos dos trovões e os clarões dos relâmpagos. Logo grandes gotas de chuva começaram a cair. O mundo nunca tinha testemunhado nada como aquilo, e o coração dos homens se encheu de medo. Todos estavam se perguntado em seu íntimo: “Será que Noé estava certo, e o mundo está condenado à destruição?” A escuridão aumentava nos céus, e a chuva caía mais rapidamente. Os animais corriam de um lado para o outro em frenético terror, e os dissonantes gritos lamentavam o próprio destino e a sorte do homem. Então “as fontes do grande abismo” foram “quebradas, e as janelas dos céus foram abertas”. A água desceu das nuvens como grandes cachoeiras.

Os rios extravasaram seus limites e inundaram os vales. Jatos de água eclodiram da Terra com força indescritível, arremessando rochas maciças de centenas de quilos ao ar, e estas, ao cair, se enterram no chão.

As pessoas observaram primeiro a destruição das obras de suas mãos. Seus esplêndidos edifícios e os belos jardins e pomares que tinham dedicado aos ídolos foram destruídos pelos relâmpagos do céu, e as ruínas foram espalhadas completamente para bem longe.

Como a violência da tempestade crescia, árvores, edifícios, rochas e terra foram arremessadas em todas as direções. O terror dos homens e dos animais se tornou indescritível. Acima do estrondo da tempestade foi ouvido o lamento das pessoas que desprezaram a autoridade de Deus. Satanás mesmo, que foi obrigado a permanecer em meio à catástrofe, temeu por sua própria existência …

Os animais, expostos à tempestade, investiam contra os homens, como se estivessem esperando que estes os ajudassem. Algumas pessoas colocavam seus filhos e se atiravam sobre os animais, sabendo que estes eram obstinados e lutariam pela vida, e subiriam os mais altos pontos, para escapar das águas. Alguns subiam nas altas árvores no alto das colinas e montanhas, mas as árvores eram arrancadas e lançadas no turbilhão agitado. Um lugar após o outro que prometia segurança foi abandonado. Como as águas subiam mais e mais, as pessoas procuravam por refúgio no alto das montanhas. Por várias vezes o homem e o animal lutaram juntos por um lugar onde se apoiar, até que ambos foram varridos para longe. PP, págs. 99-100.

Mudanças na Superfície da Terra após o Dilúvio — A superfície inteira da Terra foi mudada pelo dilúvio. Uma terceira maldição caiu sobre a consequência do pecado. Embora as águas começaram a baixar, as colinas e montanhas foram cercadas por corpos mortos humanos e de animais espalhados por todo lugar. O Senhor não permitiria que estes permanecessem a se decompor e poluir o ar, por isso Ele fez da Terra um grande cemitério. Um vento muito forte soprou com o propósito de secar as águas e moveu com grande força, em alguns momentos carregando até os cumes das montanhas … e amontoando as árvores, rochas e terra sobre os corpos. Da mesma forma, a prata e o ouro, as melhores madeiras e as pedras preciosas, com as quais tinha enriquecido e adornado o mundo antes do dilúvio, e as quais seus habitantes tinham idolatrado, foram ocultadas da vista e do alcance dos homens, e a ação violenta das águas amontoou terra e rochas sobre estes tesouros, algumas vezes até formando montanhas sobre eles.

A Terra apresentava uma aparência de confusão e desolação difícil de descrever. As montanhas, que uma vez foram tão belas em suas perfeitas simetrias, se tornaram quebradas e irregulares. Pedras, pontas de rochas e rochas quebradas estavam agora misturadas sobre a superfície da Terra. Em muitos lugares, colinas e montanhas tinham desaparecido, não deixando traços de que estiveram ali; as planícies deram lugar a cordilheiras. Estas mudanças foram mais marcantes em alguns lugares que em outros. Onde uma vez a Terra tinha sido rica em ouro, prata e pedras preciosas, foram vistas as duras marcas da maldição. E sobre países que não foram habitados, e aqueles que não tinham cometido crime algum, a maldição foi menor.

Naquela época, imensas florestas foram enterradas. Estas foram, desde então, transformadas em carvão, for mando as extensas camadas carboníferas que existem hoje, e também fornecendo grandes quantidades de óleo. PP, págs. 107-108.

Outras Declarações sobre o Dilúvio

Como os Antediluvianos Reagiram à Mensagem de Noé — Encontrei-me novamente fora de mim a contemplar o caso de Noé, que com sua família encontrou refúgio na arca. Ele teve fé e obedeceu a Deus. A fé conduziu-o a construir um abrigo contra a terrível tempestade que Deus tinha lhe dito que viria sobre os habitantes pecadores do antigo mundo. Noé obedeceu a Deus implicitamente. Era uma pesada cruz para ele carregar pela fé ao preparar a arca, construindo-a em terra seca. Mas ele concordou com tudo o que Deus lhe tinha ordenado. Ele não escolheu entre os preceitos e mandamentos de Deus quais lhe seriam agradáveis para seu conforto e conveniência presentes, rejeitando aqueles que exigiam desprendimento, aos quais se obedecesse fariam dele um discípulo por prazer e um escarnecedor dos ímpios. Esta escolha de Noé será a de todos que tiverem fé genuína. Assim que soube do desejo de Deus, ele o cumpriu. Não consultou sua vontade, suas escolhas, mas embora obedecer signifique sacrifício e perda de amigos, de prosperidade, do nome e da própria vida, ele caminhou cuidadosa e conscientemente no caminho que Deus indicou.

Foi através da combinação da fé e obras consistentes que Noé condenou o mundo. Não somente pregou a verdade presente apropriada para aquela época, mas viveu cada pregação. Não tivesse ele levantado sua voz em advertência, suas obras, seu caráter santo entre os corruptos e incrédulos seriam sermões de censura para os descrentes e dissolutos daquela época. Revestia-se com paciência e humildade semelhantes às de Cristo sob insultos provo cantes, escárnios e gozações. Sua voz era frequentemente ouvida nas orações a Deus, implorando Seu poder e auxílio para que pudesse cumprir Seus mandamentos. Esta era uma poderosa censura aos incrédulos.

Mas o tempo chegou quando o último apelo de Noé foi feito à raça culpada. Ele deu-lhes mais uma vez o alerta da mensagem de advertência e se refugiou na arca. Estendeu suas mãos em súplica com a voz cheia de compaixão, com os lábios trêmulos e olhos cheios de lágrimas, e lhes disse que sua obra estava feita, mas as altas e rudes zombarias e escárnios e insultos foram lançados com mais determinação sobre Noé. “Entusiasta, fanático, louco” caía sobre seus ouvidos. Despediu-se de todos e entraram ele e sua família; Deus fechou a porta. Aquela porta que se fechou com Noé na arca, fechou-se para o mundo. Foi uma porta fechada no tempo de Noé. E Deus fechou-o dentro da arca. Antes disso, Deus tinha aberto a porta pela qual os habitantes do antigo mundo poderiam encontrar refúgio se acreditassem na mensagem que lhes foi enviada por Deus. Mas, aquela porta estava agora fechada e nenhum homem poderia abri-la. O tempo da graça tinha acabado.

A grande paciência de Deus se esgotou e os números no livro de Deus tinham se acumulado, a taça da injustiça estava cheia. A misericórdia cessara e a justiça empunhou a espada da vingança. A porta encerrada significava esperança morta para o mundo; a última advertência rejeitada, a oportunidade de ouro passada para sempre. O último apelo foi feito pelo homem da justiça, a paciência de Deus se esgotou e quão terrível agora é a Sua ira.

Os incrédulos viram os animais, os pássaros e bestas de todas as espécies entrarem, por si mesmos, na arca. Era algo que não podiam explicar. Viram Noé e sua família entrar, e uma premonição de algo que não podiam compreender impressionou-lhes quando viram que a porta da arca fechou maravilhosamente, sem ajuda de mãos humanas.

Em poucos dias, a chuva começou a cair. As águas cobriram a superfície da Terra, enquanto os habitantes deixavam os jardins onde havia lindas esculturas, as quais tinham sido feitas por sua sabedoria para a idolatria. Deixaram suas mansões, as obras de ouro e os templos de pedras preciosas, chorando a perda da luxúria. As águas continuavam a subir mais e mais alto. Eles estavam cheios de remorso, mas não de arrependimento, cheios de ódio, e alguns com pesar, enquanto as condenações trazidas pelos sermões de Noé, ainda estavam vivas em suas mentes. As repreensões de Deus contra suas práticas martelavam em seus ouvidos, e foram compelidos a fugir de um lugar para outro, sempre buscando um lugar alto e seguro. O último refúgio é alcançado. Olham ao redor e veem um mundo de água. Quão alegremente teriam agora recebido a voz que os convidou para encontrar refúgio na arca. Quão alegres teriam sido ao ouvir orações oferecidas em seu favor pelo fiel Noé — orações das quais tinham zombado e que os teria livrado daquele dia terrível. A doce voz de misericórdia não mais é ouvida. A porta está fechada. Mas Noé e sua família estão a salvo da tempestade na arca sob o cuidado protetor de Deus.

Uma mão divina guiou a arca em segurança em meio ao rugido dos trovões e dos cortantes raios de luz, árvores arrancadas foram emaranhadas no turbilhão, nas águas revoltosas. As ruínas dos palácios e dos templos foram lançadas sobre as águas, mas a arca estava segura. MS 17, 1885.

Belezas do Mundo Antediluviano Comparadas às de Hoje — Se a adoração e devoção a Deus fossem tão grandes quanto a devoção aos prazeres egoístas e acima da adoração das criaturas este (Copenhague, Dinamarca) seria o mais extraordinário lugar. Mas, enquanto observo estas maravilhas da natureza e da arte, veio-me à lembrança o belo Éden, que era o lar de Adão. Sua propensão à tentação e a transgressão da lei de Deus levaram-no a perder o maravilhoso Éden.

Oh, pecado! Como ele contamina e acaba com tudo! Os belos pomares e florestas, os ricos e variados cenários do mundo antes de ser inundado pelo dilúvio excediam em excelência, mas foram manchados pelo pecado. Os homens transgrediram as leis de Deus, e o Senhor disse que os destruiria, porque os pensamentos e as imaginações do seu coração, eram maus e muito maus continuamente. Afastaram Deus de seus pensamentos e toda a sua mente estava absorta em prazeres egoístas, satisfazendo seus próprios desejos e deixando o Deus do céu longe de suas considerações. Eles corromperam seus caminhos diante de Deus e suas más obras macularam a beleza da Terra. Adoraram as coisas feitas por suas próprias mãos, e a violência e o crime tornaram-se quase universais, por isso, o Senhor purificou a Terra da poluição moral com o dilúvio. MS 25, 1885.

Os Antediluvianos Consideravam Noé um Fanático — No tempo do dilúvio, aproximadamente todos os habitantes da Terra pensavam estar certos e Noé errado. Alegaram saber mais que o servo fiel de Deus e fecharam seus ouvidos para as palavras da verdade, vindo sobre eles as trevas. Havia aqueles que como hoje, trocavam a verdade pela falsa ciência. Chamavam Noé de fanático e explicavam ao povo que as declarações de Noé, de que um dilúvio viria sobre a Terra, eram tolices, e que não havia sinal algum de que tal coisa aconteceria. A mensagem de Deus devia chegar a eles através de Noé, mas riram e zombaram de suas palavras, dizendo: “Não está ele falando em parábolas?” Mas a descrença deles não impediu o dilúvio, e então finalmente beberam das águas que cobriram a Terra. Não queremos ser como eles … O mundo todo pereceu no dilúvio, apenas três pessoas se salvaram na destruição de Sodoma, foram advertidos. Não devemos seguir a maioria porque se o fizermos, não veremos o céu. MS 43, 1886.

Enoque Andou com Deus em Meio à Corrupção do Mundo Antediluviano — Sabemos que o Senhor sempre tem uma luz no mundo. Noé, em sua época, foi a luz para a geração perversa e maldosa e foi Deus quem lhe deu esta luz especial para anunciar ao mundo que um dilúvio viria sobre a Terra, por isso deviam refugiar-se na arca. Mas quão poucos ouviram a advertência! Vejamos outro exemplo: Havia um homem chamado Enoque. Que bênção termos Enoque como modelo! É declarado que ele andou com Deus trezentos anos. Não obstante a corrupção ter sido tão grande ao seu redor, ainda assim, andou com Deus e a sua luz brilhou naquela época degenerada. E, se Enoque andou com Deus naquele tempo em meio à corrupção, por que os homens e as mulheres de hoje não podem andar com Deus neste mundo?

A População Antediluviana era Imensa — Noé cumpriu o desejo de Deus em levar a mensagem para um povo impenitente, amante dos prazeres corruptos — os habitantes do mundo de sua época. Somente oito pessoas da imensa população aceitaram a advertência, procuram refúgio na arca e foram salvos. Carta 19b, 1874.

Da vasta população do mundo antediluviano, apenas oito pessoas foram salvas da grande destruição. RH, 25 de set. de 1888.

Reação dos Antediluvianos frente ao Dilúvio — No final de sete dias as nuvens começaram a ajuntar-se. Este era um novo sinal para as pessoas que nunca tinham visto nuvens. Antes desta época, nenhuma chuva havia caído; a Terra era molhada por uma névoa. Grandes nuvens se juntaram, e logo a chuva começou a cair. As pessoas ainda tentavam pensar que isto não era motivo para se preocupar. Mas, logo pareceu como se as janelas do céu tivessem sido abertas, porque a chuva caía em torrentes. No início, a Terra absorvia a água da chuva, mas logo a água começou a subir, e dia após dia ela subia mais e mais. Cada manhã, quando as pessoas viam que ainda chovia, entre olhavam-se em desespero, e a cada noite repetiam as palavras: “Ainda chove?”. Assim foi manhã e noite.

Por quarenta dias e quarenta noites a chuva caiu. A água invadiu as casas forçando as pessoas a buscarem refúgio nos templos, os quais haviam sido erigidos para suas orações idólatras. Mas os templos foram destruídos. A crosta terrestre partiu-se e a água que se encontrava em suas entranhas jorrou. Grandes pedras eram arremessadas para o ar.

Em todos os lugares podia-se ver as pessoas correndo em busca de refúgio. O tempo havia chegado, quando teriam sido tão felizes se somente tivessem aceitado o convite para entrar na arca. Cheios de angústia gritavam: “Oh, nos salvem!”. Alguns gritavam bem alto para Noé, suplicando para que os deixassem entrar na arca. Mas, em meio à ventania da tempestade, suas vozes não podiam ser ouvidas. Alguns se agarraram à arca até que foram arrastados por fortes ondas. Deus protegeu aqueles que acreditaram em Sua palavra e ninguém mais poderia entrar.

Pais com seus filhos ainda buscavam abrigo nos galhos mais altos das árvores, mas logo que encontravam refúgio, o vento arremessava as árvores juntamente com as pessoas nas espumosas e inquietas águas. Animais e seres humanos aterrorizados escalavam as montanhas mais altas, mas eram varridos pela fúria do dilúvio. ST, 10 de abril de 1901.

Evidências das Mudanças Provocadas pelo Dilúvio

Deus Preside sobre Toda a Terra– Em nossa viagem pelos Estados Unidos, observamos e captamos tudo o que era novo e interessante em cada cenário. Olhamos além das altas montanhas, grandiosas em sua beleza e majestade, com suas muralhas de rochas parecendo grandes castelos antigos. Estas montanhas nos falam da fúria desoladora de Deus em defesa de Sua lei quebrada; foram arremessadas pelas convulsões tempestuosas do dilúvio. São como ondas poderosas que à voz de Deus, aquietam-se — ondas fortes, confiantes em sua arrogante força. Estas imensas montanhas pertencem a Deus. Ele preside sobre Suas sólidas  rochas. A riqueza de suas minas é também Sua, e do mesmo modo são os profundos abismos da Terra. RH, 24 de fev. de 1885.
As Rochas são Testemunhas da Destruição do Mundo pela Água — 
Quando nosso Criador formou o mundo para ser habitado pelo homem, suas formações foram preparadas pelo Deus da Sabedoria para atender as necessidades físicas e mentais do homem. O grande Arquiteto formou e moldou os cenários da natureza para que pudessem influenciar sobre o caráter moral e intelectual do homem. Estes cenários devem ser como escolas de Deus para educar a mente e a moral e nele pode a mente ter um vasto campo para estudar a manifestação das obras majestosas do Infinito.

As rochas estão entre as coisas preciosas da Terra, contendo tesouros de sabedoria e conhecimento. Nas rochas e montanhas está registrado o fato de que Deus destruiu o ímpio da Terra através de um dilúvio e a superfície partida da Terra revela, nas rochas gigantescas e nas elevadas montanhas, que o poder do Senhor fez isto por causa da iniquidade dos homens ao transgredirem Sua lei. Toda variada paisagem diante dos olhos, é a obra do Deus da sabedoria, em cujas estupendas obras, os homens podem discernir que há um Deus vivo, cujo poder é ilimitado. As Obras maravilhosas e majestosas são para lapidar a alma e suavizar a aspereza da natureza humana e ajudá-la a construir seu caráter. MS 73, 1886.
João, o Revelador, Encontrou em Patmos Evidências do Dilúvio — 
O apóstolo [João] testemunhou ao seu redor [na Ilha de Patmos] a evidência do dilúvio que inundou a Terra porque os habitantes [do mundo antediluviano] aventuraram-se a transgredir a lei de Deus. As rochas trazidas dos grandes abismos e da Terra pelo romper das águas, avivaram em sua mente, o terror do terrível derramamento da ira de Deus. RH, 10 de mar. de 1881.
As Rochas Aparentavam ser Muito Antigas — 
Rochas e mais rochas em toda parte [perto de Cheyenne, Wyoming] tinham a aparência de serem muito antigas e se amontoam formando fortalezas como se fossem colocadas ali por mãos humanas. Neste momento vejo também rochas imensas de formas singulares feitas de areia e cascalho bruto. Carta 26, 1872.

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